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Nem sempre bons resultados indicam que a empresa está bem!

Nem sempre bons resultados indicam que a empresa está bem!

15 de fevereiro de 2017

Que uma empresa precisa de resultado para sobreviver, ninguém, em sã consciência, pode negar, mas, o que poucos conseguem enxergar é que as vezes, os queridos indicadores podem estar mascarando o que está acontecendo por dentro da organização. Assim como nosso corpo, às vezes podemos estar com uma doença séria e apresentar uma aparência saudável e uma disposição por muito tempo até que…
Longe de exageros, a realidade mostra que nessa luta por sobrevivência (ainda com um capitalismo selvagem e inescrupuloso) e por crescimento (entende-se: compromisso com os stakeholders), empresas do bem podem estar se fazendo mal com boas intenções e ações (entende-se foco nos resultados).
Alguns sinais podem ser observados em grandes empresas, como a diminuição de orçamento em gestão de pessoas, negociações ganha/perde com fornecedores e parceiros, redução em custos (que mais parece auto-mutilação), enfim, a lista de sofrimento estende-se, na mesma proporção da preocupação da empresa em manter-se “player” ou guerreiro nesse incerto mercado.
Resultados podem agir assim como o sistema imunológico de um organismo vivo – quando este está alto, a saúde fica reforçada e os sintomas geralmente não aparecem.
Por outro lado, quando se diminui o cuidado (entende-se investimento): com o desenvolvimento das pessoas e com a cultura de princípios, todo mundo perde! Isso acontece porque a falta de cuidado constante na essência (ou núcleo imutável da empresa) enfraquece o sistema imunológico e a luta por sobrevivência aciona um modelo mental limitado, escasso e distorcido do ganha-perde (que na verdade é mais um perde-perde a longo prazo!).
Quando uma pessoa está insegura por sua vida, geralmente ela inconscientemente só pensa em si. E, sozinho, no mundo de hoje, ninguém sobrevive. Admiráveis são as empresas que tem fortalecida uma cultura de princípios que garante o ganha ganha em todas as relações, seja ela interna ou externa com clientes, fornecedores e parceiros. Essa parceria interna e externa só acontece quando os indicadores não são apenas quantitativos e quando os valores não são apenas financeiros. (Por mais que já se foi provado que os indicadores qualitativos, como um bom clima ou relações no ambiente de trabalho, contribuem muito para melhores resultados). Veja mais no Infográfico: o que esta por trás da falta de comprometimento.
A realidade de que a empresa pode não estar tanto bem quanto indicam seus resultados,  muitas vezes só é percebida tarde demais, quando se perde um braço, uma perna ou todos os membros de um parceiro leal de longa data. As vezes uma empresa perde colaboradores que tem a alma da empresa, assim como parceiros que dão muito mais do que seu melhor, se sacrificam e as vezes ficam na pior em prol de servir a empresa (neste caso, muito mais que um cliente!)
O poder da parceria para o fortalecimento da empresa
Entende-se parceria como ganha-ganha. Ponto! É uma conexão entre dois ou mais diferentes que buscam seus interesses através dessa relação complementar que busca atender as necessidades de todos os envolvidos.
Dinheiro não se compra parceria verdadeira, assim como não se compra lealdade ou amor. Não se tem comprometimento sem lealdade ou amor. Não se pode contar, de verdade, com alguém que não seja íntegro ou, verdadeiramente, te ame.
Empresas não são diferentes. (por mais que muitos estejam no paradigma “negócios são negócios”). Uma relação construída ao longo do tempo com dedicação, confiança e entrega, não é apenas uma relação comercial, profissional, mas uma relação de parceria, na sua mais profunda essência – opostos ou complementares com base no ganha-ganha, que oferece o seu melhor para atender as necessidades e os objetivos de ambos. Não adianta eu ganhar se o outro não ganhar também… a relação não se sustenta quando outro se enfraquece. Posso até ganhar ou economizar no primeiro momento, mas a que preço? por quanto tempo?
Não é inteligente quando não é sustentável e não é sustentável quando não é ganha-ganha. (simples assim!)
O tiro no pé
Enquanto umas empresas eliminam parcerias para ganhar mais e gastar menos. A falta de cuidado com as pessoas e o excesso de economia pode gerar mutilações irreversíveis. Marcelo Silva, em seu livro: “gente não é salame”, conta como fazer diferente da maioria das empresas que cortam seus próprios membros, como primeira opção de sobrevivência.
Até entendo, e muitas vezes é inevitável, o corte de pessoas. Assim como nosso corpo, no frio intenso e longo, elimina suas extremidades, como a ponta do nariz e dedos para garantir fluxo de sangue para a própria sobrevivência em momento de grande adversidade.
A resposta é tão profunda quanto a solução: uma cultura de princípios que garante o que é certo e justo para todos. Em outras palavras, valores essenciais e princípios compartilhados (em todas as relações) –  na frente dos resultados, números e indicadores quantitativos.
Cada vez mais a realidade tem mostrado o quanto não vale a pena ter apenas resultados ou lucro. Se estes não forem saudáveis com com parcerias ganha-ganha, o preço é muito caro, e por mais que a empresa não apresente sintomas, uma hora chega a conta para pagar… e com juros (as vezes com intimação e cadeia).
Relações e resultados sim, mas saudável e com princípios. Somente assim, pode se ficar tranquilo quanto a saúde integral da empresa.
Quantas vezes, uma empresa pode ter membros  não aderentes aos princípios, ou ter relações disfuncionais e doentes e, muitas vezes, não são percebidos porque apresentam resultados.  Uma hora o sintoma aparece e o tumor pode estar enorme!
Prevenção é melhor que intervenção, mas nossa cultura ainda insiste em fazer cirurgias de remoção.
Somente com uma nova consciência sistêmica e uma competência moral que fortalece relações ganha-ganha é que se pode combater os vírus morais que destroem a confiança e são mascarados pelos bons restados!
Um mundo melhor é feito de melhores parcerias e melhores parceiras são feitas por pessoas melhores. Quer conhecer mais sobre o desenvolvimento pessoal e relacional? Entre no site Elos360 e faça seu cadastro. Enquanto isso, conheça os níveis de consciência de líder e nos acompanhe nessa jornada de evolução!

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