No mundo corporativo, a Gestão de Pessoas pode ser vista como a evolução do Recursos Humanos, que foi a evolução do Departamento Pessoal. As três lidam com as pessoas que trabalham dentro de uma organização, mas cada uma tem um nível de consciência e foco. Gestão de pessoas vai muito além de gerir Recursos Humanos ou gerenciar as papeladas do Departamento Pessoal.
O nome RH foi recentemente mudado para Gestão de Pessoas porque muito diferente de recursos, as pessoas são orgânicas e por isso, extremamente complexas, diversificadas, e variáveis e seus padrões de desempenho e de qualidade são mais complexos e diversificados do que qualquer recurso mecânico. A evolução dessa área é vista pelo movimento de deixar de ver pessoas como recursos para ver como colaboradores. Quer deixar de ser operacional para ser estratégica? Quer transformar recursos em fontes?
O que é gestão de pessoas?
Fazer a gestão de pessoas é administrar de forma estratégica uma organização, considerando como princípio básico a diversidade das pessoas, uma vez que elas possuem necessidades específicas que interferem no todo. É cuidar das pessoas e das suas relações e ações.
Robert Grossman, no artigo da Society Human Resource Management diz que Gestão de Pessoas é uma área facilitadora que trabalha a natureza das relações humanas no ambiente organizacional, buscando criar situações que estimulem as pessoas a se comprometerem com os objetivos organizacionais. Gestor de pessoas são todos os líderes da empresa que tem como suporte uma área exclusiva que cuida desde a seleção até a demissão.
Como praticar a gestão de pessoas de forma estratégica?
A gestão de pessoas deve atuar em parceria com diretoria executiva e estratégica da empresa. Ao participar de uma palestra do CONARH, anotei (sinto por não anotar o autor ou autora) os 7 papéis essenciais que uma gestão de pessoas precisa para ser estratégica:
Ativista confiável: Defender a causa da empresa e suas posições com a credibilidade das pessoas
Para isso as pessoas precisam ser vistas como exemplo de integridade e ser facilitadoras. Construir e manter relações de confiança e sair de cima do muro para se posicionar positivamente com consistência, (implica conhecer o negócio, a organização e o mercado) e coragem.
Guardião da cultura:
Contribuir na internalização e disseminação dos valores da empresa, na manutenção e prática dos valores no dia a dia e no cuidado com o clima organizacional.
Gestor de talentos: responsável no modo que as pessoas entram, crescem, se movimentam ou saem da organização
Assegurar os talentos de hoje e desenvolver os de amanhã
Designer organizacional: está centrado nas políticas, práticas e estruturas que formatam a maneira como a empresa atua
Ter e estimular a visão sistêmica e suas interdependências, formatar a organização, estimular a comunicação e desenhar os sistemas de recompensa
Arquiteto da estratégia: capaz de perceber tendências de negócios e seus impactos, identificar potenciais barreiras e oportunidades para contribuir com a estratégia do negócio – como desenvolver e motivar as pessoas?
Sustentar a estratégia e engajar os clientes
Aliado dos negócios: Contribuir para o sucesso do negócio na medida que entende como ele gera resultados, quem são seus clientes e por que consomem os produtos e serviços da empresa – eles devem ser os conhecedores do negócio (como funcionam as questões financeiras e estratégicas).
Servir à cadeia de valores, interpretar o contexto social, articular a proposição de valores e alavancar a tecnologia dos negócios.
Executante operacional: são atividades transacionais e “legalistas” que precisam ser feitas como pagamento, transferências, contratação, treinamento, etc ( lembra o antigo DP?)
Implementar as políticas nos locais de trabalho e avançar a tecnologia de RH
Por mais que tenha acontecido uma grande evolução de conceitos e gestão, a área de Gestão de Pessoas ainda precisa ser mais estratégica. Ainda se faz muito a execução operacional e ainda se encontra muita incoerência, uma vez que ela influencia diretamente a fonte de receita da empresa e, habitualmente, são encaradas como despesas.