Quantas vezes você ajudou alguém e se deu mal?
Poucas pessoas sabem, mas até para ajudar existem alguns princípios.
Na verdade, nossas relações são geridas por três princípios invisíveis e implacáveis, e quando estes não são respeitados, as pessoas envolvidas pagam um preço. Até mesmo quando a ajuda tem a melhor das intenções!
Os princípios que nos auxiliam na ajuda são o da ordem e o do equilíbrio. Dentro da perspectiva sistêmica, o menor recebe do maior e como compensação, em busca de equilíbrio, o menor agradece o maior. Um caso comum, é a relação dos filhos com os pais. Pela relação de dependência, os filhos recebem mais ajuda dos pais, que são os grandes. Quando isso inverte, não só fica pesado para os filhos, como retira a força dos pais, que perdem o seu papel para o filho, invertendo a relação de dependência. O que seria ajuda, na verdade, tem o seu efeito contrário, uma vez que não estão exercendo o seu próprio papel e nem respeitando os princípios da ordem nas relações.
Percebe-se, então, que quem ajuda se faz maior daquele que recebe ajuda. Uma relação que pode gerar conflitos e desgastes, mesmo com boa intenção.
No caso das demais relações, quem quer ajudar pode seguir essas orientações sistêmicas:
Quer ajudar, espere o outro pedir
O outro não pediu, aguente seu incômodo interno ou pergunte se ele quer ajuda.
O outro não quer ajuda? Respeite sua escolha.
O outro pediu, ajude se puder e se não for te atrapalhar
Pode e quer ajudar? Saiba que o outro que precisa não está sozinho (lembre-se que ele faz parte de um sistema familiar que o sustenta e o condiciona).
Ele não tem família? Aja como parte da sua família expandida.( humanidade)
Ele é uma criança? Aja como adulto
Ele é um adolescente ? Aja como adulto
Ele é um adulto ? Aja como adulto
Ele é um idoso ? Aja como adulto
Ajude sem julgamento , aceite o outro como é e o que está vivendo
Ajude sem sentimentos – ter pena é se colocar acima do outro numa relação vertical arrogante o de o outro é incapaz
Ajude sem dependência Ajude naquele momento e deixe o outro ir
Mantenha a relação de ajuda momentânea, madura e digna para o outro, somente assim, ele mostrará respeito e não pagará o preço de ter ajudado.
Saiba que é muito bom ajudar e que quem ajuda são os primeiros a serem beneficiados. Lembre-se também, que em alguns momentos, quem ajuda também precisamos ser ajudado.
Que tal ser generoso para ajudar e humilde para receber?
Quer ajuda, peça.
Não precisa de ajuda, não peça.
Pediu ajuda, entenda quando o outro não puder ou quiser te ajudar naquele momento, não é nada pessoal!
Foi ajudado, agradeça.
A gratidão é o que movimenta esse circulo virtuoso de ajuda.
Espero que o artigo tenha ajudado! Que tal ajudar mais pessoas? compartilhe.