No alto de seus 35 anos, Gilberto trabalha em uma indústria de médio porte e responde por uma equipe de 10 colaboradores. Com a crise política e a fuga dos investimentos, o fantasma do desemprego passou a assombrar os profissionais de todos os setores. Os negócios da empresa ficaram mais enxutos e Gilberto precisou reduzir sua equipe. Esta é uma realidade que vem constantemente assustando muitos gestores.
Alta competitividade, instabilidade política e incertezas do mercado compõem uma combinação mais que suficiente para desestruturar qualquer clima organizacional, deixando-o pesado e submetendo os colaboradores a altos níveis de estresse. Isso acaba por influenciar os resultados dos profissionais em um momento que é preciso equipes empenhadas rumo ao sucesso. E, apesar de toda a empresa ser responsável por administrar essa tensão, o gestor tem um papel fundamental em melhorar o clima organizacional e incentivar seus colaboradores.
Controlando o clima organizacional em tempos conturbados
Para que isso seja plenamente possível, o gestor precisa ter respaldo da empresa para oferecer artifícios que torne a realidade interna da organização menos apreensiva que a situação externa. Contudo, os líderes e responsáveis por equipes não devem ficar dependentes de grandes ações de suas empresas para contornar dias difíceis. Abaixo, listamos algumas dicas para gestores melhorarem o clima organizacional da sua equipe:
Pratique a liderança servidora
Liderança servidora é um perfil de gestão de equipes que inverte aquele padrão ultrapassado de chefe. Agora, os gestores se dispõem a serviço de seus colaboradores conquistando a empatia deles construindo laços baseados na lealdade e no trabalho em equipe. Quando você entende as dificuldades de seus liderados e se dispõe a auxiliá-los mesmo não sendo sua obrigação, você age com extrema empatia e fideliza o seu cliente interno. Ainda tem dúvidas do poder da empatia? Então entenda porque a empatia é fundamental para as relações de trabalho.
Continue tocando mesmo que o barco esteja furado
Apesar de os músicos do filme hollywoodiano sobre um dos maiores naufrágios da história não terem evitado o desastre, com certeza eles suavização a situação para muitos tripulantes. O que queremos é quão importante é a postura do gestor de manter-se positivo e otimista com relação aos problemas enfrentados pela empresa. Não se trata de ignorar os problemas e subestimar os desafios, mas de não contaminar sua equipe e desestimulá-los em momentos que precisa deles empenhados.
Comemore datas especiais, mesmo que de forma simbólica
Mesmo que tenha sido necessário cortar gastos, como aquela festinha para os aniversariantes do mês, não deixe de comemorar as datas especiais. Dia do profissional, aniversário da empresa, aniversário de contratação do colaborador e demais momentos festivos aliviam o estresse e proporcionam um clima organizacional mais leve.
Sempre reconheça o empenho de sua equipe
Em momentos conturbados, a valorização dos colaboradores é ainda mais importante. Você precisa fazer a sua equipe sentir-se importante e útil. Portanto, mesmo que não seja possível valorizar monetariamente o profissional, elogie-o na frente dos colegas e enalteça as qualidades da equipe abertamente.
Integre ainda mais os seus colaboradores
Já diz o ditado que “duas cabeças pensam melhor que uma”. Imagine, então, várias. Por isso, em momentos de crise, convide constantemente sua equipe para reflexões sobre os desafios, estimulando-os a inovar e trazer soluções para você. Se possível, utilize ferramentas colaborativas. Conheça cinco motivos para usá-las.
Se a situação piorar…
Caso a realidade da empresa se torne ainda mais difícil e o clima organizacional se fique incontrolável, preze pela transparência e sinceridade. Obviamente, algumas informações que talvez você detenha não possam ser repassadas à base, mas ainda há muitas formas de falar algo sem dizê-lo propriamente. Por exemplo, se o Gilberto tomasse conhecimento de que seria necessária uma nova redução de sua equipe, ele poderia tranquilamente propor uma reflexão do momento aos seus liderados, aconselhando-os a buscarem aperfeiçoamento profissional e a terem cautela com novos compromissos financeiros.
Por fim, sempre válido questionar: você quer ser um chefe, aquele que manda, ou um líder, aquele que inspira?