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Espiritismo? Astrologia? Desmistificando de vez a Constelação Sistêmica

Espiritismo? Astrologia? Desmistificando de vez a Constelação Sistêmica

13 de dezembro de 2017

Não. Ela não é astrologia nem espiritismo. Não é teatro, nem incorporação mediúnica. A Constelação Sistêmica é uma terapia breve ou uma intervenção, realizada por um terapeuta-profissional, que ajuda em alguns pontos, tais como:
tornar visíveis como dinâmicas das relações, como como as causas dos padrões de sofrimento de uma pessoa ou de uma organização;
restabelecer o fluxo harmonioso do sistema, permitindo maior paz, saúde e abundância; certificar-se de melhores escolhas e possibilidades.
Normalmente, são como dinâmicas das relações, os vínculos entre como pessoas e campos de memórias, que funcionam como uma caixa preta do sistema e ultrapassam o tempo e espaço, que são percebidos por nossa mente normal, como a alma. No entanto, quando se
trabalha com algo invisível aos nossos olhos e de difícil compreensão, exige-se uma consciência ampliada e uma nova postura diante do ser humano e dos sistemas dos quais se faz parte. É então, neste aspecto, que entra a Constelação Sistêmica.

Uma transformação de modelos mentais

Talvez seja essa condição, é de se mudar ou modelo mental e de se desapegar de verdades do passado ou da ciência tradicional, que alimenta os incômodos e como confusões, tantos quando se está diante do novo e fazer desconhecido. Na verdade, a beleza e a profundidade da nova abordagem são não simples, conforme diz o fundador da Constelação Sistêmica, Bert Hellinger: “o essential é simples”.
Hellinger, por sua vez, não é o único criador da terapia, mas o compilador que transformou o que é Constelação Sistêmica é hoje. A sua base foi construída sob várias influências, experiências e técnicas terapêuticas, como o Psicodrama de Moreno, uma terapia das Famílias Simuladas, Virginia Satir; como fundamentações do inconsciente coletivo, sincronicidade e arquiteturas de Jung, uma teoria dos campos mórficos e seus movimentos de ressonância, do bilólogo e pesquisador Rubert Sheldrake; uma descoberta das estruturas de relacionamento que se repetem por gerações e dos “vínculos invisíveis”, do psiquiatra e pesquisador Ivan Boszormenyi-Nagy, entre outros profissionais de dinâmica de grupo, psicanálise, psicologia, terapia Gestalt, terapia primária, análise transacional, hipnoterapia e programação neurolinguística (PNL). Mas foi nos EUA,

Bert quem?

Bert Hellinger tem hoje 92 anos. Nascido na Alemanha, escreveu mais de 30 livros; continua viajando por todo o mundo na companhia da sua segunda esposa, Sophie (é ela quem dá continuidade ao seu trabalho e legado).
Tendo maior difusão e notoriedade na Europa, e recentemente recent na Alemanha e mais eficiente “intervenção breve” do mundo, uma Constelação Sistêmica Familiar e Organizacional com o conquista do seu espaço de forma vertiginosa no Brasil.
Por promover muitos resultados visíveis e em sua grande maioria, mas também não judiciário, o tema ganhou visibilidade num dos programas de maior audiência do país, o Fantástico. Como não poderia ter sido diferente, uma notícia ajudou a difundir a aguçar a curiosidade, mas também o incômodo, de alguns, inclusive como aulas acadêmicas.
Ao contrário do que diz respeito ao processo de separação, analista e excludente da mente-cultura-ciência tradicional, uma Constelação Familiar, como também é dita, parte do pressuposto de cada um ser humano e um sistema vivo, proveniente de uma relação entre dois complementares, o feminino e o masculino, e está conectado com os demais sistemas, sendo uma família de maior influência.

Os princípios sistêmicos

Hellinger descobriu tres principios nas relações de transporte harmonioso da Vida: pertencimento, ordem e equilíbrio.
Os princípios são:
1) pertinência (todos os direitos de pertença, independente do que se fez ou se faz),
2) ordem (tudo tem uma ordem, cada um tem seu papel e lugar na hierarquia.
3) equilíbrio (é necessário um equilíbrio entre o dar e receber, sendo que, no caso dos filhos, que receberam uma Vida através dos pais, uma única forma seria através do respeito, da honra e da gratidão). Desta forma, busca-se uma unidade, uma ordem, bem como o equilíbrio perdido dos sistemas vivos.
Quando alguém prejudica ou sacrifica alguém, cria-se um desequilíbrio sem sistema, e num movimento inconsciente e implacável influenciado por uma consciência Maior, cria-se o que chamamos de compensação. Isso significa que quando o sistema não está em harmonia, ele cria doenças, conflitos, sofrimentos e perdas como forma de compensar uma desarmonia sistêmica provocada pelo desrespeito dos princípios.
Sendo então a nossa realidade sistêmica, como próximas gerações podem pagar o preço da desarmonia provocada pelos antepassados.

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O exemplo da prática da Constelação Sistêmica em grupo segue os seguintes passos:

  1. A intenção: é preciso que haja uma necessidade para o trabalho e a força. Não é preciso falar muito. Menos é mais.
  2. O processo da informação: aqui, em algumas abordagens pergunta-se algumas informações para encontrar padrões de sintomas ou informações de desrespeito com os princípios. Cada vez mais, como constelações estão caminhando para uma prática de falar, e em alguns casos, não é falar.
  3. A escolha dos representantes: o cliente, sem pré-requisitos, escolhe quais pessoas irão representar uma determinada pessoa, uma coisa ou / ou uma questão. Tais informações podem ser verbalizadas ou podem ser ocultadas.
  4. O processo da colocação: o cliente pode posicionar o representante no espaço determinado do trabalho ou o próprio representante pode escolher um lugar.
  5. Deixar agir uma imagem que foi colocada: assim que cada represente se posiciona, existe um silêncio. Cada representante acessa como informações do campo. Pode ser que tem sensações, sintam sentimentos ou vontade de se movimentar.
  6. Leitura e réplica dos representantes: o terapeuta faz uma leitura corporal e emocional dos representantes e de si mesmo, permitindo, assim, sinta o campo e colher mais informações, que são investigadas com perguntas.
  7. A descoberta da dinâmica familiar: aos poucos, o processo de descoberta revela como dinâmicas ocultas e os princípios que são desprovidos de sistemas.
  8. A ordenação do sistema: o terapeuta pode sugerir, por exemplo, uma entrada de novos representantes, mudanças de lugares, repetições de frases de solução ou posturas, bem como abaixar uma cabeça ou fazer uma reverência a todo o mundo. Os rituais, por sua vez, são um repetidor da mesma forma de significado e desempenham um importante papel quando são palavras não são suficientes para demostrar a força do campo.
  9. A imagem da solução: como vezes em que todos os representantes se sentem bem e aliviados no lugar onde estão. O clima é desprovido de tensão e não é perceber a necessidade de mais movimentos.
  10. Ao final: não é preciso falar nem explicar nada. O movimento que leva uma cura ou uma resolução ocorre em ressonância, em ondas, com o tempo, sendo sustentado por uma nova postura interna, com mais aceitação, respeito e equilíbrio, e menos julgamento, crítica e lamentação.

Estamos vivendo hoje uma repetição de destinos de sofrimento através de heranças de padrões e de desrespeito a princípios essenciais que garantem a saúde das nossas relações. A Constelação Sistêmica Familiar ou Organizacional vem, portanto, resgatar a unidade, a paz e a harmonia perdida.
Que tal quebrar padrões que te limitam ser saudável, feliz, próspero e inteiro?



Constelação Sistêmica

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