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Como um líder centralizador pode detonar o clima organizacional

Como um líder centralizador pode detonar o clima organizacional

Mônica Santos
25 de abril de 2017

Já sabemos que um clima organizacional marcado por exageros, desconfiança e conflitos se torna “pesado” e repulsivo. Quando as raízes desses problemas se encontram no estilo e na atuação de um determinado profissional centralizador, a empresa deve buscar formas de aperfeiçoar a conduta desse colaborador.
Se uma liderança, gestor de área ou o próprio dono do negócio tem um perfil pouco aberto ao diálogo e à delegação de tarefas, uma equipe ou toda a empresa pode ser comprometida. A centralização pode retardar decisões e, com isso, haver baixa produtividade no ambiente de trabalho.
Veja abaixo alguns quatro riscos que um profissional centralizador pode gerar no clima organizacional.

Equipe desmotivada

Quando só uma pessoa está certa e só ela pode ditar os rumos da empresa, é natural que os colaboradores fiquem desmotivados, por não terem “vez e voz” nas decisões. Mesmo que questões estratégicas estejam a cargo da direção, se há abertura para a equipe discutir alguns pontos do dia a dia do trabalho, a participação e o engajamento dos colaboradores tenderão a ser maiores.
Ao contrário, se à equipe só cabe executar tarefas, com o tempo os profissionais não enxergarão razões para se dedicarem com afinco ao trabalho. Dessa forma, o clima organizacional fica caracterizado pela desmotivação. Em um caso como esse, um funcionário novo logo é “alertado” pelos colegas que na empresa as coisas acontecem sempre de tal jeito e que não se deve discordar.

Absenteísmo e demissões

O clima organizacional também tende a ser desagregador quando há alguém que centraliza as atividades. Por se sentirem desprestigiados, os colaboradores podem se voltar contra esse profissional que concentra demais as tarefas. Logo, intrigas e a “proliferação da rádio corredor” podem prejudicar ainda mais a convivência na empresa. Como consequência, aumentam-se as faltas e as demissões voluntárias ou não. Afinal, ninguém gosta de trabalhar em um ambiente conflituoso e em tarefas monótonas.

Clima organizacional pouco dinâmico e criativo

O profissional centralizador, muitas vezes sem perceber, “mata” a criatividade na empresa. Como ele pensa que só o próprio jeito de fazer tudo é o certo, não delega atividades e, assim, não abre espaço para que novos métodos apareçam.
Dessa forma, o clima organizacional fica muito rígido e até com certo ar de desânimo entre os colaboradores. Por outro lado, se a participação de toda a equipe é incentivada, as pessoas ficam mais dispostas e o clima se torna mais colaborativo.

Baixa produtividade

O profissional centralizador quer que todo o fluxo de trabalho do setor ou da empresa, conforme o caso, passe por ele. Com isso, a demora de decisões trava os processos e, dessa forma, começam a surgir gargalos que geram baixa produtividade.
Como não consegue delegar, seja por falta de confiança nos colaboradores ou por não querer perder o poder, o profissional centralizador acaba por sobrecarregar a si próprio. Sob o rótulo de perfeccionista, esse indivíduo impede a aprendizagem organizacional, já que não abre espaço para os colegas treinarem habilidades por meio da delegação.
Como você pode perceber, o clima organizacional pode ficar abalado e até se tornar nocivo, se as relações de trabalho não são bem estruturadas. Nesse sentido, a centralização exagerada, que não deve ser confundida com o necessário e saudável controle dos processos, pode prejudicar o crescimento da empresa.
Para romper com a concentração de tarefas em uma só pessoa, a empresa deve promover a liderança acertada, que proporcione decisões acertadas, sem ferir pessoas e sem criar barreiras para as metas do negócio.
Quer melhorar o clima organizacional na sua empresa? Então, leia também o post “Como identificar um líder tóxico?“.



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