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De onde vem a imaturidade no ambiente de trabalho?

De onde vem a imaturidade no ambiente de trabalho?

Mônica Santos
7 de março de 2017

Quem não sofreu ou perdeu a paciência com a imaturidade de uma pessoa, seja ela colaboradora ou liderança?
Por trás da imaturidade de um adulto existe uma poderosa criança interna. Sim, todos nós temos uma criança interior e como qualquer criança, ela é egocentrada e age de forma imatura. Por sua alta dependência ela acredita que os outros existem para lhe servir. Depende do outro ajudá-la a colocar limites e ensinar que não é bem assim. A criança precisa de ajuda externa para amadurecer e perceber as interdependências, aprender sobre os princípios e as regras do mundo exterior.
A criança por si, assim como a pessoa imatura, não tem essa consciência e é natural experimentar o mundo em busca de prazer e dos seus interesses.  A não realização das suas vontades e desejos é motivo de muito sofrimento, a capacidade de se frustrar é muito pequena, o que demonstra grande imaturidade.
Compreendendo a imaturidade
Muitas vezes, a pessoa imatura se sente no direito de fazer o que quiser, na hora que quiser, do jeito que quiser, não aceita limite, não gosta de ouvir não, enfim, como não sabe lidar com a frustração, as vezes emburra, agride, foge, ameaça… além disso, é muito comum não assumir quando erra, geralmente ela nega, se justifica, mente, distorce, culpa outro.
O processo da construção do ego e da identidade tem a ver como essa criança que aprendeu sobre o mundo e as relações. Se ela foi aceita, amada, protegida ou superprotegida, se foi criada em relações de confiança, ou teve que se virar, se foi traída, abusada… é preciso investigar o contexto de onde veio este indivíduo.
A forma de se relacionar do adulto hoje tem a ver com essa criança interna.
Hoje em dia, muitas crianças estão sendo superprotegidas e educadas num mundo sem limites e sem respeito pela ordem, pela autoridade e pelo equilíbrio. Acostumadas que as coisas venham até elas, muitos até demoram a falar porque os pais rapidamente interpretam seus desejos e prontamente os realizam. Essa relação cria uma dinâmica interna passiva e um senso de que o outro deve me dar ou realizar o que eu preciso, a confiança e o amor são criados na compreensão de que o outro só se importa ou me ama quando faz por mim e me dá o que eu quero.  Quero te apresentar aqui a criança mimada, ingrata e tirana.
Por outro lado, existem outras crianças que quase nunca receberam o que quiseram ou precisaram dos seus pais, tiveram que lidar com a frustração, com a falta, com a escassez, não se sentiram amadas, protegidas ou cuidadas. Muitas podem ter desenvolvido uma dinâmica interna de vitimização, autodestruição, de rigidez ou de agressividade, outras, dependendo das suas escolhas como adulto podem ter se curado, superado todos esse traumas infantis e escolhido fazer diferente.
Como nossos pais
É muito desafiante fazer diferente dos nossos pais. Existe uma lealdade inconsciente que vamos entender melhor na próxima porta. A percepção do mundo é criada por essas experiências infantis, se o mundo lá fora é bom, se posso confiar, se é abundante, se sou capaz, etc.
O que é importante entender é que o adulto que você é hoje tem a ver com a criança que você foi no passado e que ainda vive dentro de você no presente.
Como está a sua criança interna?
Quantas vezes sua criança interior assume o controle da sua vida e você age com o seu ego – emburra, justifica, só faz o que é conveniente, espera do outro, só quer mas não vai atrás ou faz acontecer?
Quando essa criança está ferida ou foi impedida de crescer ou não aprendeu a confiar ou não se sentiu amada, etc, o adulto fica impossibilitado ou limitado para assumir seu papel com plenitude. Por isso é muito importante curar essa criança interna (que quanto mais poderosa, mais frágil e perigosa) e se harmonizar com o seu sistema familiar. (Entenda AQUI o que é Constelação Sistêmica)
Lembre-se do poder da escolha e da chave chamada responsabilidade – o que precisa ser curado, cuidado e harmonizado dentro de você? Agir com maturidade é assumir o controle da sua vida e isso tem a ver como parar:  de se vitimizar, de responsabilizar outros, de justificar, de reclamar, de criticar sem solução.
Lembre-se que existe um Pai Maior que pode ser acessado e te ajudar e que tudo o que acontece tem permissão e providência divina. Essa consciência expandida ajuda a entender que não estamos sozinhos e o que somos hoje se deve ao que passamos e como passamos no passado dentro do nosso sistema familiar.
Lembre-se que o maior poder que temos nessa vida é o livre arbítrio, a escolha – você pode escolher agora:
Quer ser vítima ou um vencedor? Quer agir como criança ou um adulto?



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