É possível perceber que, atualmente, as pessoas estão cada vez mais atentas a questões socais, mais engajadas e menos tolerantes à desigualdade e ao preconceito. Certamente, esse comportamento afeta todos os âmbitos da sociedade, como a mídia, a indústria do entretenimento e as relações de trabalho.
Nas corporações, notamos também uma quebra de paradigmas e mudanças significativas nos modelos anteriores. Acompanhe, neste artigo, alguns modelos que já não encontram mais espaço nas corporações atuais.
A relação patrão e empregado
Este paradigma já foi tão contestado que estes termos nem sequer são usados atualmente, tendo sido substituídos por lideranças, gestores e colaboradores. Entre patrão e empregado, a relação era de afastamento e, em muitos casos, até de medo.
Entre gestor e colaborador, a relação é de respeito, diálogo e cooperação. Os resultados obtidos com essa dinâmica de relacionamento são muito melhores, pois a equipe desenvolve confiança para buscar inovação e melhoria de forma mais autônoma.
Uma das maiores dores que percebo ainda nas empresas é o sentimento de refém dos patrões/lideranças e o sentimento de vítima dos funcionários/colaboradores. Existe ainda um grande caminho pela frente para ampliar a consciência e construir uma relação de parceria dentro de uma visão sistêmica onde todos são co-responsáveis. Quanto melhor as relações, melhor os resultados, para todos!
A relação das mulheres com o meio corporativo
Estudos apontam que as mulheres ainda recebem menos do que os homens — o salário de uma mulher é cerca de 30% inferior. Porém, também é verdade que as mulheres estão chegando a posições cada vez mais altas dentro das corporações. Temos alguns exemplos excelentes, como Ruth Porat, presidente financeira da Google, Mary Barra, CEO da General Motors e Sheryl Sandberg, diretora de operações do Facebook.
Sim, as mulheres estão mais empoderadas e assumiram seu papel de protagonista na vida e no mundo dos negócios. Muita coisa mudou para as mulheres, mas acredito que ela só terá uma história feliz, se conseguir ser parceira do homem. Somos um só: feminino e masculino, duas energias e funções complementares que precisam ser aceitas e integradas para um agir integral e pleno. Mulher não precisa agir como homem, ou se vestir como homem, ela pode conquistar seu espaço como mulher, com a força do seu feminino, com a poder da sutileza e com a magia da intuição.
A função mais (ou menos) importante
Por muito tempo, acreditou-se que certos trabalhos, departamentos e funções eram mais importantes do que outros, dentro da corporação. Hoje, temos uma visão mais sistêmica das empresas, ou seja, conseguimos enxergar a empresa como um “todo” formado por várias partes igualmente importantes.
Graças a essa visão sistêmica, a participação de cada função no sucesso dos negócios — da faxina à gestão — está sendo mais reconhecida. Afinal, todas elas possuem um impacto único sobre os resultados que uma empresa produz e sobre a imagem que ela projeta no mercado. Sem uma equipe de limpeza eficiente, os clientes achariam que sua empresa é suja e desorganizada. Sem uma boa equipe de vendas, nenhum negócio seria fechado. Sem pessoas produtivas no estoque, todos os pedidos seriam entregues com atraso.
A importância de realizar uma quebra de paradigmas em sua empresa
A quebra de paradigmas pode ser muito benéfica para sua empresa, em meio a esta nova realidade social. Uma corporação que está disposta a deixar para trás velhas crenças e modos de agir estabelecidos demonstra sintonia com o que acontece no mundo, bem como engajamento com a sociedade.
Este tipo de corporação não se coloca naquela antiga realidade paralela, onde tudo que existe é o mercado e tudo que importa é o lucro. Ela se posiciona no mundo real, onde questões como preconceito e desigualdade precisam ser combatidas de dentro para fora.
Para o indivíduo consciente, estes são aspectos importantes na hora de escolher um parceiro, um fornecedor, um empregador. Portanto, quebrar paradigmas é uma forma honesta de aumentar o valor percebido da sua marca perante todos os stakeholders.
O melhor caminho para fomentar a mudança e a quebra de paradigmas em uma empresa é criando e fortalecendo uma cultura que resgate princípios essenciais, como respeito, honestidade e cooperação. Ao mesmo tempo, preconceito, desigualdade e falta de visão sistêmica devem ser combatidos.
Tenha em mente que os princípios estão na base mais primal do comportamento dos indivíduos. Portanto, se não houver um trabalho para resgatar estes princípios essenciais positivos, torna-se impossível quebrar os paradigmas dentro da empresa.
Neste processo, o papel do líder é essencial. Como ocupa um papel de destaque, e é respeitado pela sua equipe, ele tem o poder de ser um influenciador e criar o exemplo. Portanto, o líder precisa ser o primeiro a tratar sua equipe como colaboradores, garantir melhores oportunidades para mulheres e jovens profissionais, e respeitar todos os setores e funções da empresa.
Gostou do nosso artigo? Agora nos conte: em sua empresa, os gestores estão estimulando a quebra de paradigmas? Deixe seu comentário e compartilhe a sua experiência sobre este processo de mudança!