Liderança disruptiva se refere ao estilo não tradicional de líderes que adotaram uma relação horizontal com seus liderados criando times dentro de times, que se inter-relacionam como iguais. É um jeito diferente de se relacionar com as pessoas – mais ousado, livre, autêntico, ágil, corajoso. Em outras palavras, fora do padrão ou da caixa (se preferir!)
Diferente apenas no termo, porque também podem ser chamados de líderes conscientes, educadores e servidores que fazem uma gestão com base no exemplo e no respeito e não pelo autoritarismo e pelo medo.
Um grande exemplo dessa liderança disruptiva foi o general Stanley A. McChrystal que pediu demissão de seu posto de comandante em chefe das forças americanas no Afeganistão, por não concordar com a cultura militar tradicional. Esta, por sua vez é baseada na forte e autoritária hierarquia, na humilhação, na punição do erro e na submissão dos liderados. Essa é a forma que muitos pensam de precisa existir para garantir a ordem e a sobrevivência. (se quiser refrescar a memória é só assistir novamente o filme Questão de Honra). De acordo com o general: “Liderança era sobre conexão e um alto senso de missão. Então, todos que ali estavam eram como irmãos”
“A liderança disruptiva faz aquilo que nos parece óbvio: olha para o outro como ser humano, não como uma ferramenta inanimada que serve para cumprir ordens”.
Assista o TED, onde o general Stanley A. McChrystal fala sobre Liderança Disruptiva. Acesse: http://bit.ly/ted-stanley-mcChrystal
Disruptivo é apenas um termo, ou para a quebra brusca de um padrão ou para o salto quântico de um chefe autoritário para um líder servidor. Simples assim, apesar do novo termo, a essência é a mesma quando se refere a uma gestão com uma visão mais sistêmica e uma consciência mais ampliada.
Apesar do termo disrupção não ser nem revolução, nem evolução, no caso da liderança disruptiva podemos entender como aquele líder exemplo que tem uma gestão horizontalizada e próximas das pessoas, assim como gosto pela diversidade, conexões autênticas e empáticas e relações de confiança e respeito.
Se nasceram antes dos 1989 e teve um rápido processo evolutivo da tradicional gestão verticalizada pela hierarquia, controle, poder e medo, ou nasceram depois e já possuem o DNA da disrupção (tendo assim, mais coragem e capacidade de desafiar o tradicional), não importa. Adaptados os nativos, os líderes disruptivos são inspiradores e possuem características comuns.
A seguir algumas características de Liderança Disruptiva.
São exemplos e tem sempre uma boa história para contar
Não adianta pedir aquilo que não é ou não faz. Os líderes inspiradores tem autoridade moral, porque são e fazem aquilo que pedem. Suas consciências são tranquilas porque agem de forma ética, correta e justa, e quando cometem algum erro, não se sentem constrangidos em assumir e reparar. Antes de qualquer coisa são tão humanos quanto seus liderados.
Como são exemplos, contam suas próprias histórias de aprendizagem, superação e fracassos, assim como contam os exemplos e os casos daqueles que também os inspiram.
São visionários e otimistas
Simplesmente porque vê o que ainda ninguém está vendo. Pensam fora da caixa e, mais do que acreditar na mudança, eles são a mudança.
Assim como os pássaros que confiam nas suas asas para voar e não nos galhos em que estão, os líderes disruptivos são protagonista que fazem suas próprias ondas.
Além disso são entusiastas e contagiantes. Não basta enxergar o futuro, é preciso levantar uma bandeira e comunicar o quão “fodástico” ou incrível é aquele lugar, e que vale a pena o sacrifício ou o esforço. Eles têm uma causa e querem deixar um legado.
Têm segurança e autoridade
Eles sabem aonde estão, aonde querem chegar e como chegar até lá. Eles conhecem seus pontos fortes e fracos e não têm vergonha de mostrar vulnerabilidade e pedir ajuda. Afinal, estamos todos interligados e um ajuda o elo mais fraco do outro. Essa vulnerabilidade dá força e segurança, uma vez que o foco no propósito é maior do que qualquer desafio.
Ao mesmo tempo, têm autoridade do seu papel porque assumem total responsabilidade em orientar, formar, motivar e alinhar suas equipes para os objetivos comuns. Sabem que não vão agradar todos, mas um líder disruptivo não quer receber likes, mas sim o engajamento e a interação da sua equipe, time ou família…(pode escolher, só sei que é muito mais do que grupo.)
Têm muita abertura para ouvir e construir junto
Líderes disruptivos escutam e ouvem muito. Querem saber o que seu time ou seus clientes e o mundo pensa. Também quer ouvir feedbacks, idéias disruptivas e qualquer outra coisa de qualquer pessoa, idade, cargo ou seja o que for. Isso mostra não só humildade, mas segurança e respeito pela diversidade.
Essa abertura só é possível, porque é preciso liderar pela essência e não pelo ego. Somente assim é possível assumir que a idéia do outro é melhor do que a sua própria.
Amam sua equipe, ajuda, defende, ensina
Líderes disruptivos são intensos e inteiros. Quando se compromete, vai fundo e isso também aplica na sua equipe. Depois que assume, ele vira pai, professor, mentor, amigo, mestre e líder.
Longe de reconhecimento, status e poder, os líderes disruptivos ficam junto para o que der e vier e buscam contribuir de forma relevante. Eles fazem de tudo para servir e quando atingem bons resultados, enaltecem sua equipe, quando eles erram ou não atingem seus objetivos, os líderes assumem que falharam.
São sinceros e empáticos
Confiança e respeito são bases para uma relação verdadeira, produtiva e criativa. Eles sabem que precisam criar um clima leve para conseguir o melhor das pessoas e das equipes.
O erro é aceito, aprendido e redirecionado através de uma comunicação autêntica e empática. A regra de ouro de fazer com o outro o que gostaria que fizessem a você, é um exercício de empatia que fortalece as relações. Afinal, eles não querem estar sozinhos, mas juntos.
Dão muito feedback – muito
Os líderes disruptivos sabem que empresas são pessoas, equipes são pessoas e para ter o melhor das pessoas é preciso ampliar a consciência e formá-las. Eles dão muito, mas muito feedback, eles acompanham o desenvolvimento, os indicadores de desempenho e os resultados. Eles sabem que os resultados são apenas resultado de todo esse trabalho, e, por isso, investem muito em desenvolvimento, experiências, trocas e aprendizagem.
Por fim, um líder disruptivo ou inspirador, nativo ou adaptado, assume a responsabilidade de criar uma nova realidade e, para isso, ajuda sua equipe no que precisar – seja profissional ou pessoal. Afinal, na gestão disruptiva, a pessoa é uma só e estamos todos juntos.