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Brasil: Medos, inseguranças, boicotes e o papel das empresas!

Brasil: Medos, inseguranças, boicotes e o papel das empresas!

6 de março de 2016

Quando falamos da atual situação política e econômica do Brasil, usar a palavra “crise” sem pensarmos em seu significado é correr o risco de disseminar um discurso vazio de sentido e que propicia pouca reflexões. Quando nos deparamos com essa palavra, devemos pensar sobre suas causas e as consequências que ela traz, extraindo assim lições que poderão transformar crenças sobre o conceito e gerar novas expectativas.
Nesse cenário, é preciso se questionar sobre o papel das empresas. No mundo corporativo, o clima de medo e insegurança pode se modificar se a empresa tiver compromisso em ser um agente social, capaz de transformar realidades. Investindo no capital humano, por exemplo, a organização poderá criar um sentimento de pertencimento em sua equipe, fortalecendo, nesse momento turbulento, os laços que ali se encontram e trabalhando coletivamente para o bem de todos.
Quer entender mais sobre qual o que as empresas podem fazer para reverter o cenário atual de incertezas? Então continue lendo!

Investir no coletivo

Situações historicamente marcantes e de grande escala são uma oportunidade para grupos, etnias e nações se unirem em prol de uma causa. Principalmente em um país com grande potencial de crescimento como o Brasil, a recuperação, muitas vezes, depende de uma união de esforços focada no bem coletivo.
É natural que cada organização esteja preocupada com a sua sobrevivência e o seu desempenho. Porém, é preciso ter em mente que toda mudança que beneficia o coletivo também traz vantagens para cada um individualmente — ou seja, investir no coletivo também é investir em si.

Olhar para o cenário geral

Quando se olha para o quadro geral, é possível encontrar a raiz dos problemas, em vez de lidar com os efeitos específicos, e se concentrar em resolvê-los. Para isso, o papel das empresas é incluir em seus valores ações que possam ajudar, comprometendo-se com o aspecto social, com o meio ambiente, e com todas as implicações de suas ações na vida das pessoas e na sociedade como um todo.

Adaptar-se e não ficar parado

Em sua palestra “Mudar é complicado? Acomodar é perecer!”, o filósofo e escritor Mauro Sérgio Cortella fala da crise como uma oportunidade de purificação, no sentido de procurar alternativas (seja em relação ao nosso caráter moral ou sobre a nossa sobrevivência) e de nos aperfeiçoarmos.
Ainda na mesma palestra, o filósofo chama a atenção para um ponto indispensável para a saída de qualquer crise: estar em movimento. Para ele, a única coisa que não se pode fazer é ficar parado. Afinal, nos momentos de crise, as formas de agir com que estamos acostumados não servem mais e não trarão os mesmos resultados de antes.
Por isso, é preciso se reciclar como pessoa ou empresa. Saber seus pontos fortes e fraquezas e trabalhar em cima disso é o primeiro passo para fazer novas escolhas e se solidificar naquilo que se pode oferecer de melhor em relação às demais organizações. O olhar simplificado e objetivo é importante para reduzir custos; porém, uma visão mecanizada e simplista, que não invista em pessoas e economize nas boas mudanças, deve ser extinta de uma vez por todas a fim de se adaptar a um novo país.
O que você pensa sobre o cenário que estamos vivendo? Na sua opinião, qual é o papel das empresas para reverter a crise e sobreviver a ela? Conte para nós o que você pensa nos comentários!

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