{"id":5812,"date":"2017-10-26T22:55:58","date_gmt":"2017-10-27T00:55:58","guid":{"rendered":"https:\/\/elos360.com.br\/?p=712"},"modified":"2021-07-12T15:31:55","modified_gmt":"2021-07-12T18:31:55","slug":"o-que-e-disruptivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/elos360.com.br\/index.php\/2017\/10\/26\/o-que-e-disruptivo\/","title":{"rendered":"Inova\u00e7\u00e3o Disruptiva ou ser disruptivo: Voc\u00ea sabe o que significa?"},"content":{"rendered":"<p>Inova\u00e7\u00e3o disruptiva ou disruptivo, o que \u00e9 isso? Pode at\u00e9 parecer uma palavra da moda corporativa, mas prefiro dizer que \u00e9 uma linguagem de start-up ou de pequenas empresas com grandes e novas id\u00e9ias que est\u00e3o ditando uma nova gest\u00e3o e ajudando a criar um mundo novo &#8211; mais integrado, colaborativo e \u00e1gil.<br \/>\nEssa linguagem pode ser vista como uma onda, provocada por um movimento crescente e profundo de pessoas com uma nova consci\u00eancia ou forma de pensar.<\/p>\n<h1><span style=\"font-size: 24pt;\"><strong>Mas o que \u00e9 disruptivo?<\/strong><\/span><\/h1>\n<p>Disruptivo \u00e9 aquele ou aquilo que interrompe o seguimento normal de um processo. Logo, \u00e9 muito mais revolucion\u00e1rio do que evolutivo. Por outro lado, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 revolucion\u00e1rio, porque suas id\u00e9ias e propostas n\u00e3o derrubam uma ordem pr\u00e9-estabelecida, mas introduz o novo, coexistente na mesma realidade.<br \/>\nO que temos visto \u00e9 que a disrup\u00e7\u00e3o tem influenciado na gest\u00e3o, na cultura, na inova\u00e7\u00e3o, etc, e tem inspirado muitos empres\u00e1rios e empreendedores tradicionais a sair do lugar comum. Talvez seja pelo fato de apresentar uma maneira diferente e melhor de fazer algo que muitos precisavam, mas n\u00e3o tinham. Talvez pelos resultados que est\u00e3o tendo e mostrando que \u00e9 poss\u00edvel fazer diferente.<br \/>\nO especialista Roberto Duarte explica que, enquanto empresas convencionais se dedicam a aprimorar seus produtos e servi\u00e7os, com o objetivo de atender aos clientes mais exigentes e abastados, empresas com mentalidade inovadora e vis\u00e3o de oportunidade investem naqueles dois segmentos de mercado tidos como menos rent\u00e1veis: o de menor poder aquisitivo e o de novos clientes.<br \/>\n<u>Helena Margarido<\/u>, co-fundadora do\u00a0<strong><u>Instituto Bitcoin Brasil<\/u><\/strong>,\u00a0 disse, em um artigo, que <em>\u201cempresas disruptivas t\u00eam enraizada em sua cultura a n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o da realidade como \u00e9 imposta. \u00c9 a ideia de que \u2018se ningu\u00e9m fez, ent\u00e3o seremos os primeiros.\u201d<\/em><br \/>\nEssa nova possibilidade de nadar no oceano azul fez brilhar os olhos de muita gente entusiasmada em transformar seus neg\u00f3cios em unic\u00f3rnios. Parece papo de alucinado, mas estamos falando do universo pararelo das start-up.<\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 24pt;\"><strong>O que s\u00e3o unic\u00f3rnios?<\/strong><\/span><\/h2>\n<p>N\u00e3o falo das figuras mitol\u00f3gicas, nem dos lindos cavalos alados com um chifre na testa. Unic\u00f3rnios no universo corporativo, s\u00e3o aquelas nano empresas tecnol\u00f3gicas que por terem muita escala e potencial tiveram um crescimento superacelerado, impulsionado por muito investimento privado (ou capitais de risco) e que valem milh\u00f5es ou bilh\u00f5es de d\u00f3lares.<br \/>\nElas nasceram integradas em ondas de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gicas e tem seus neg\u00f3cios focados no consumidor e n\u00e3o em servi\u00e7os ou produtos para empresas. Exemplos: <a href=\"https:\/\/www.uber.com\/pt-BR\/\">Uber<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.airbnb.com.br\/\">Airbnb<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.snapchat.com\/l\/pt-br\/\">Snapchat<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.spotify.com\/br\/\">Spotify<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.99taxis.com\">99taxi<\/a>.<br \/>\nO que essas empresas tem em comum \u00e9 uma cultura de inova\u00e7\u00e3o dentro de um ecossistema digital f\u00e9rtil que possibilita um grande e r\u00e1pido crescimento.<br \/>\nSe o modelo disruptivo \u00e9 a base da cultura dessas start-up que est\u00e3o \u201ccausando\u201d no mundo dos neg\u00f3cios, pode ser que esse passaporte de inova\u00e7\u00e3o e r\u00e1pido crescimento possa ser um acelerador cultural poderos\u00edssimo para aquelas empresas tradicionais que tem mais dificuldade em mudar \u2013 ou pela cultura ou pelo tamanho ou pelo os dois!<\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 24pt;\"><strong>Como surgiu o termo disruptivo?<\/strong><\/span><\/h2>\n<p>O termo disruptivo (do ingl\u00eas\u00a0<em>disruptive)<\/em> surgiu em meados dos anos 1990 por um professor da Harvard chamado Clayton M. Christensen. Ele usou o negativo adjetivo usado para qualificar estudantes desordeiros para criar um termo que representasse um novo modelo de gest\u00e3o corporativa. Esse termo era muito empregado para falar das condutas disruptivas dos alunos. Sabem aqueles rebeldes que n\u00e3o aguentam a chatice do mesmo e das regras impostas? Ent\u00e3o, o comportamento desses divergentes e insurgentes alunos, que geralmente sentavam no fund\u00e3o, ajudou a criar um termo que est\u00e1 na primeira fila na sala de aula dos neg\u00f3cios bilion\u00e1rios e revolucion\u00e1rios!<br \/>\nMuito pertinente, j\u00e1 que acredito que a disfun\u00e7\u00e3o prop\u00f5e uma nova ordem ou um modelo mais ca\u00f3rdico, (isso mesmo, \u00e9 outro termo usado para ilustrar uma forma de fazer as coisas com caos e ordem. Acredito que o lema dos disruptivos pode ser visto no slogam da Apple \u2013 think different (pense diferente) e se encaixa no perfil dos disruptivos, inquietos e inconformados, ou melhor, nasceu com essa nova gera\u00e7\u00e3o que adora tecnologia, adrenalina, novidades e mudan\u00e7as.<br \/>\nOutra grande caracter\u00edstica dessa gera\u00e7\u00e3o \u00e9 que eles n\u00e3o tem medo de correr altos riscos, de desafiar o \u00a0\u201cstatus quo\u201d da sociedade ou de questionar a autoridade dos &#8220;tioz\u00e3o&#8221; (e dos pais) ou de competir com as pesadas e gigantes corpora\u00e7\u00f5es ou de olhar para o desconhecido ou de se relacionar e ouvir as verdades do mercado consumidor.<br \/>\nAs start up, ou as empresas que est\u00e3o sendo disruptivas, est\u00e3o mostrando uma nova forma de fazer neg\u00f3cios. N\u00e3o s\u00f3 porque criam novos valores para uma gest\u00e3o diferente ou porque focam no cliente e interagem com mercados falantes, mas principalmente porque est\u00e3o provando que \u00e9 poss\u00edvel ter sucesso (e ainda ser feliz) de uma outra forma.<br \/>\nOs resultados e seus valores de mercado n\u00e3o s\u00f3 mostram, por si s\u00f3, mas tem o poder de &#8220;subir a barra&#8221;, ampliar a consci\u00eancia e convidar muitos \u00e0 olhar para baixo e ver os terrenos cristalizados das empresas tradicionais com suas estruturas grandes e pesadas, sua gest\u00e3o verticalizada e autorit\u00e1ria, seus processos burocr\u00e1ticos e lentos, sua cultura com base na hierarquia e no controle e uma melhoria lenta de produtos e servi\u00e7os.<br \/>\nO disruptivo n\u00e3o quebra a realidade existente, ele cria sua pr\u00f3pria realidade atrav\u00e9s de uma cultura diferente. Simplesmente, porque ele n\u00e3o aceita o jeito antigo de fazer neg\u00f3cios ou n\u00e3o quer se relacionar com tantas regras e distanciamento &#8211; que n\u00e3o atendem suas novas necessidades.<\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 24pt;\"><strong>A disrup\u00e7\u00e3o e o futuro<\/strong><\/span><\/h2>\n<p>Vejo o futuro de bra\u00e7os abertos para aqueles que nasceram assim ou que adotaram esse estilo e se adaptaram ao modelo disruptivo.<br \/>\nEsse catalizador de mudan\u00e7as e transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 sendo respons\u00e1vel em criar um mundo novo e um futuro bem diferente do que conhecemos hoje. Inova\u00e7\u00e3o disruptiva, gest\u00e3o disruptiva, neg\u00f3cios disruptivos, culturas disruptivas e pessoas disruptivas ser\u00e3o de extrema import\u00e2ncia nesse processo. E, estar\u00e3o em plena e r\u00e1pida expans\u00e3o. Assim diz o c\u00f3digo do seu DNA.<br \/>\nPara<strong> Otto Scharmer<\/strong>, a<a href=\"https:\/\/elos360.com.br\/wp-admin\/post.php?post=714&amp;action=edit\"> lideran\u00e7a disruptiva<\/a>\u00a0tem um papel fundamental para as organiza\u00e7\u00f5es se adaptarem \u00e0s mudan\u00e7as e construir esse novo futuro.<br \/>\nSuas id\u00e9ias foram resumidas em 4 questionamentos importantes:<\/p>\n<ul>\n<li>Diante de um cen\u00e1rio disruptivo, que futuro emergente j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel discernir?<\/li>\n<li>Como lidamos com o futuro emergente?<\/li>\n<li>Que estrutura econ\u00f4mica evolutiva pode nos guiar?<\/li>\n<li>Como podemos criar estrat\u00e9gias pr\u00e1ticas que nos ajudem a operar a partir do futuro que queremos criar?<\/li>\n<\/ul>\n<p>Perguntas importantes que nos leva a reflex\u00f5es fundamentais para o atual contexto, t\u00e3o epil\u00e9tico e esquizofr\u00eanico, que estamos vivendo.<br \/>\nA evolu\u00e7\u00e3o do mundo necessita urgente de um novo modelo de pensar, sentir e agir- mais integrado, sist\u00eamico e inclusivo. Assim como as empresas, precisam de uma cultura mais colaborativa e inovadora e uma gest\u00e3o com mais proximidade, simplicidade e liberdade de ser, expressar, questionar, errar, propor e criar.<br \/>\nEm outras palavras, o futuro precisa de pessoas corajosas e disruptivas que ousem quebrar o padr\u00e3o e fazer diferente.<br \/>\nDe acordo com o mundo dos neg\u00f3cios descrito por Christensen, a inova\u00e7\u00e3o disruptiva n\u00e3o subverte o mercado, mas cria novas regras onde o pequeno pode vencer o grande. Uns podem pensar que \u00e9 por ser mais veloz, outros por ter mais f\u00f4lego e conseguir se movimentar mais, outros por ser ousado em lutar com os gigantes com um instrumento t\u00e3o pequeno.<br \/>\nN\u00e3o importa o que pensam, o que n\u00e3o podemos negar \u00e9 que esse instrumento t\u00e3o pequeno chamado tecnologia, \u00a0e que pode ser criado num pequeno quarto com algumas grandes mentes, n\u00e3o pode ser subestimado. Assim como o poder da disrup\u00e7\u00e3o e de uma cultura mais livre e integrada.<br \/>\nQue o futuro precisa de uma disrup\u00e7\u00e3o no modelo mental e na cultura, eu n\u00e3o tenho d\u00favidas nenhuma.\u00a0Resta agora fazer a nossa parte e torcer para que essa disrup\u00e7\u00e3o, aliada com seu poderoso instrumento digital, venha acompanhada de uma cultura \u00e9tica onde a liberdade e a inova\u00e7\u00e3o esteja junto com os princ\u00edpios e com a responsabilidade pelo bem comum &#8211; da nossa humanidade, do nosso ecossistema e do nosso planeta.<br \/>\nQuer ler mais sobre o assunto? 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