{"id":207,"date":"2016-07-25T00:00:45","date_gmt":"2016-07-25T03:00:45","guid":{"rendered":"https:\/\/elos360.com.br\/?p=207"},"modified":"2021-07-12T15:31:58","modified_gmt":"2021-07-12T18:31:58","slug":"3-tipos-de-cultura-organizacional-que-sua-empresa-deveria-evitar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/elos360.com.br\/index.php\/2016\/07\/25\/3-tipos-de-cultura-organizacional-que-sua-empresa-deveria-evitar\/","title":{"rendered":"3 tipos de cultura organizacional que sua empresa deveria evitar"},"content":{"rendered":"<p>A partir da d\u00e9cada de 80, o tema Cultura Organizacional passou a ocupar maior espa\u00e7o em pesquisas, cursos, publica\u00e7\u00f5es etc., sendo um dos grandes marcos dessa notabilidade a publica\u00e7\u00e3o do assunto nas revistas <em>Administrative Science Quarterly\u00a0<\/em>e <em>Organizational Dynamics\u00a0<\/em>em edi\u00e7\u00f5es especiais.<br \/>\nA descoberta da cultura organizacional e a import\u00e2ncia que passou a ser dada a esse mecanismo no meio acad\u00eamico servem de alerta para empresas que buscam transforma\u00e7\u00f5es na sua din\u00e2mica de trabalho.<br \/>\nPode-se entender melhor a toxidade da cultura organizacional sob o olhar do te\u00f3rico Mats Alvesson que define esse conceito como: um poderoso mecanismo de controle que visa a conformar condutas, padronizar maneiras de pensar e viver a organiza\u00e7\u00e3o, introduzindo uma imagem positiva da companhia, que, no entanto, n\u00e3o necessariamente corresponde \u00e0 realidade.<br \/>\nSeparamos tr\u00eas tipos de cultura organizacional que devem ser evitadas, uma vez que seus benef\u00edcios s\u00e3o sobrepostos pelos danos que podem causar nos neg\u00f3cios e na vida das pessoas. Confira:<\/p>\n<h2>1. Cultura do Poder<\/h2>\n<p>Esse tipo de cultura tende a concentrar grande poder em uma determinada pessoa. Heran\u00e7a da nossa cultura brasileira, ela \u00e9, geralmente, encontrada em empresas pequenas em que o fundador centraliza todas as tarefas e atribui\u00e7\u00f5es, delegando-as \u00e0 sua maneira. Tamb\u00e9m se encontra em l\u00edderes inseguros e com baixo n\u00edvel de consci\u00eancia que tem como necessidade inconsciente atender seu ego.<br \/>\nO resultado mais comum, desse tipo de cultura, no comportamento dos colaboradores \u00e9 o medo, que leva a falta de produtividade e criatividade, gerando tamb\u00e9m conflitos. Nesse ambiente, percebe-se uma grande barreira no quesito comunica\u00e7\u00e3o, relacionamentos interpessoais fr\u00e1geis e maior \u00edndice de <em>turnover.\u00a0<\/em><br \/>\nO mais interessante \u00e9 que assim como os colaboradores, os l\u00edderes e donos tamb\u00e9m s\u00e3o regidos pelo medo, pela tens\u00e3o e pela desconfian\u00e7a. Ambos sofrem emo\u00e7\u00f5es de forma diferente nessa rela\u00e7\u00e3o vertical e altamente hierarquizada.<br \/>\nQuer se livrar de uma cultura de poder? Mergulhe em um trabalho de desenvolvimento pessoal que possibilite acessar suas necessidades n\u00e3o atendidas e ampliar seu n\u00edvel de consci\u00eancia para ver e se relacionar de uma forma mais sist\u00eamica. Afinal, quando se muda o modelo mental, muda-se a estrat\u00e9gia, os direcionamentos, as decis\u00f5es e o comportamento.<br \/>\nO poder nada mais \u00e9 do que uma potencialidade do fazer acontecer. O que precisamos perguntar \u00e9: a servi\u00e7o de quem meu poder est\u00e1? Do meu ego ou da minha ess\u00eancia? Dos meus interesses e necessidades ou dos interesses e necessidades coletivas?<br \/>\nEssa escolha faz toda a diferen\u00e7a: dentro e fora da empresa.<\/p>\n<h2>2. Cultura de Processos<\/h2>\n<p>Altamente marcada pela burocracia, onde a identidade do colaborador est\u00e1 pautada na sua fun\u00e7\u00e3o, sendo pouco flex\u00edvel e com tend\u00eancia a se tornar excessivamente est\u00e1vel. \u00c9 desaconselhada para os modelos de empreendimento mais modernos, pois funciona de acordo com uma rotina constante e pouco variada. Heran\u00e7a de culturas estrangeiras como o Jap\u00e3o ou os EUA.<br \/>\nO controle \u00e9 a busca mais comum dessa cultura de processos, que muitas vezes depende disso para sobreviver. Os processos garantem o fluxo de um processo mec\u00e2nico, autom\u00e1tico que precisa ser revisitado e questionado para n\u00e3o se emburecer ou cristalizar. A burocracia vem dessa cultura que n\u00e3o pensa, reflete, questiona, simplesmente repete e segue o protocolo, o processo pr\u00e9-estabelecido.<br \/>\nObserva-se a\u00ed um comportamento racional, pouco espont\u00e2neo, entre os colaboradores. Tal caracter\u00edstica n\u00e3o d\u00e1 margem para a criatividade e a inova\u00e7\u00e3o. Mais encontrada em bancos e \u00f3rg\u00e3os governamentais, possui como caracter\u00edsticas: ambiente centrado no como fazer, atividades repetitivas, tend\u00eancia ao desgaste do colaborador, n\u00e3o propiciam um ambiente motivador.<br \/>\nQuer se livrar dessa cultura de processos e flexibilizar o fluxo circulat\u00f3rio da sua empresa? Convide suas lideran\u00e7as e equipes a questionar os processos, esteja aberto ao novo, estimule novas id\u00e9ias, reconhe\u00e7a, experimente&#8230; muitas vezes o controle \u00e9 uma algema que mais atrapalha do que ajuda. Livre-se do medo de desconstruir, reconstruir, construir junto.<br \/>\nEssa postura faz toda a diferen\u00e7a: dentro e fora da empresa.<\/p>\n<h2>3. Cultura Paternalista<\/h2>\n<p>Outra heran\u00e7a da nossa cultura brasileira, a cultura paternalista vem misturada com a cultura do poder. Centrada em uma pessoa, a rela\u00e7\u00e3o passa a ser mais pessoal do que profissional. E, por mais importante que respeite o colaborador e o enxergue de forma integral, com todas as suas peculiaridades, ele \u00e9 um profissional e membro a servi\u00e7o de um sistema maior. Todavia, quando o aspecto pessoal se sobrep\u00f5e ao profissional, forma-se uma din\u00e2mica dif\u00edcil de ser otimizada para tarefas e objetivos concretos, pois conflitos tendem a ser exageradamente presentes.<br \/>\nTal tipo de cultura \u00e9 pouco comum, por\u00e9m, em empresas familiares, existe grande chance de acontecer. N\u00e3o costuma trabalhar com <em>feedbacks<\/em>, se esquiva de poss\u00edveis conflitos, bem como n\u00e3o propicia o amadurecimento das rela\u00e7\u00f5es, justamente por n\u00e3o ter espa\u00e7o para discuss\u00f5es e reflex\u00f5es.<br \/>\n\u00c9 preciso, portanto, buscar um equil\u00edbrio entre a parte estrat\u00e9gica e humana, em que formalidade e descontra\u00e7\u00e3o caminhem junto com o bom-senso.<br \/>\nMuitas vezes, o medo em dar maior autonomia aos colaboradores pode ser reflexo de uma inseguran\u00e7a, pois liberdade n\u00e3o significa permissividade. Limites s\u00e3o estabelecidos por meio de rela\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a, e n\u00e3o pelo temor de ser punido.<br \/>\nPara continuar a reflex\u00e3o sobre esse assunto e entender o papel da lideran\u00e7a na cultura organizacional, leia agora:\u00a0<a href=\"https:\/\/elos360.com.br\/2017\/02\/03\/lider-por-que-ele-e-o-exemplo-multiplicador-da-cultura-empresarial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">L\u00edder: o exemplo multiplicador da cultura empresaria<\/a>l.<\/p>\n<div class=\"clearfix\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A partir da d\u00e9cada de 80, o tema Cultura Organizacional passou a ocupar maior espa\u00e7o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":208,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[33],"tags":[],"class_list":["post-207","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura-organizacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/elos360.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/207","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/elos360.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/elos360.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/elos360.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/elos360.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=207"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/elos360.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/207\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8597,"href":"https:\/\/elos360.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/207\/revisions\/8597"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/elos360.com.br\/index.php\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/elos360.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=207"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/elos360.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=207"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/elos360.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=207"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}