Porque mudar a mentalidade é tão importante? - Elos 360
9 de agosto de 2018 monica santos

Porque mudar a mentalidade é tão importante?

Não existe transformação, renovação ou evolução sem a mudança da mentalidade ou do “mindset” de um indivíduo ou de uma organização.

Sim, a empresa ou organização tem uma mente, assim como tem um coração. Elas compõem a alma organizacional. Uma espécie de cultura que revela o jeito de ser, de agir e de se relacionar do sistema coletivo.

Uma nova mentalidade é o começo para a construção de uma nova realidade e ela começa com a pessoa responsável em orientar, alinhar e fazer de tudo para que todos atinjam o objetivo esperado. Falo do líder e do dono. Quando eles mudam suas mentalidades inspirados em um propósito maior, as demais pessoas são influenciadas e desenvolvidas para tal.

A cultura advém do fundador e é multiplicado pelas lideranças. Eles são o cérebro gestor do grande organismo vivo chamado empresa.

Quando se muda o jeito de pensar, acionam-se novas emoções, motivações e ações, que, por sua vez, criam novos resultados.

Melhores relações, novas realidades.

Quantas vezes você observa indivíduos tentando mudar os resultados, o clima ou a cultura com o mesmo jeito de: pensar, agir e se relacionar? Ele pode até usar o melhor método para melhorar os processos ou a melhor tecnologia para facilitar a comunicação, mas se não mudar a sua mente e a da organização, os resultados esperados não se sustentarão ou, simplesmente, não aparecerão.

Não adianta estabelecer metas, escrever código de conduta ou pregar quadro na parede, é preciso mudar a mentalidade e a cultura como um todo e esta jornada começa na mente.

 

Mas o que é a mente?

A mente é uma espécie de matriz ou campo energético da matéria que funciona como um sistema operacional que traduz e gerencia as percepções captadas do mundo externo. Em outras palavras, aquilo que você vê não é visto da mesma forma por todos. Cada um vê conforme a sua própria mentalidade e a mentalidade do sistema que faz parte.

Desta forma, o fato de um colega sair mais cedo do trabalho sem avisar pode acionar diferentes percepções, emoções e impactos. Um dos espectros pode ser interpretado com base na mentalidade de uma empresa disruptiva, que acredita e dá autonomia às pessoas e vê o fato como extremamente aceitável e “normal”. Entretanto, o mesmo fato pode ser visto com base na mentalidade de uma empresa tradicional que acredita que as pessoas precisam ter regras e seguir a disciplina dos horários pré-estabelecidos. O fato, neste caso, será visto com “maus olhos” e poderá gerar consequências para quem ousou sair do padrão.

Outro caso, pode ser visto em empresas “sem alma”, onde a relação vertical, o desrespeito no falar, o excesso de cobranças e competitividade interna faz parte da cultura da empresa e fatos como: prometer algo e não cumprir, incitar insegurança com ameaças sutis, humilhar com ironia, falar com cinismo podem ser vistos como “normais” para quem está dentro e  absurdamente tóxicos e perversos, para quem está fora.

Um dos aspectos da mente é que ela funciona por padrões e uma vez, incorporado, passa a fazer parte do sistema operacional que rege a “normalidade.” Sabe aquela frase: “Aqui é assim mesmo.”? Então, se o indivíduo não estiver consciente e ter uma mentalidade forte e saudável, ele simplesmente acredita nas mentiras da mente e adoece por conta da cultura de onde trabalha.

Semelhante a experiência do sapo que foi colocado na água e aos poucos foi cozinhando sem perceber, muitas pessoas pagam um preço caro por trabalhar em empresas cuja mentalidade é limitada, exploratória e abusiva.

 

Como funciona a mentalidade?

Antigamente, acreditava-se que o destino estava marcado pelo DNA. Se um indivíduo carregava um gene de uma determinada doença ele estava condenado a desenvolvê-la. O que foi descoberto é que ele pode até ter o gene, mas o que aciona e desperta a doença é a sua postura frente à vida e suas emoções.

Uma das descobertas mais reveladoras da nova biologia sobre a construção da realidade externa é que não são os genes ou as moléculas de DNA, as responsáveis pelos comportamentos das células, mas a percepção ou a consciência do ambiente que é influenciado pelas crenças (muitas vezes inconscientes).

O que influencia a percepção sobre o mundo externo são as crenças, ou seja, imputs mentais ou “verdades incorporadas no sistema”. O que influencia a consciência do ambiente são o estado de presença e o estado emocional de cada indivíduo, que por sua vez são influenciados pelas crenças.

Desta forma, são as crenças que mudam os genes. Elas são os filtros ou os tradutores que captam os sinais emitidos pelos estímulos externos, através dos 5 sentidos e passam por receptores que funcionam por atração eletromagnética.

Imagine olhar para dentro de um indivíduo e visualizar o que acontece no mundo microscópico. Os genes seriam como as programações de um computador que carregam as informações repassadas por sinais, que semelhante a uma bateria, tem um pólo positivo e outro negativo. Quando um sinal positivo encontra outro da mesma carga eles se repelem e quando encontra um outro diferente e complementar eles se atraem e se conectam transmitindo as informações responsáveis em dar movimento às células. Percebe as conexões e as desconexões na dimensão biológica?

Existem células que acionam o módulo proteção ou programação de sobrevivência e células que acionam o módulo desenvolvimento. Por exemplo, foi descoberto que o sinal mais forte de conexão é o amor. Por outro lado, o stress é um forte sinal de desconexão que impede o desenvolvimento.

Por mais que temos a mesma constituição das células que formam nossos órgãos entre outros, cada um tem uma mente diferente. A célula, portanto, seria como a câmara de uma máquina fotográfica e as crenças seriam os filtros da mesma. É por isto que uma mesma cena pode ser traduzida como ameaça para uns ou como algo interessante ou indiferente para outros.

O corpo, por sua vez, é apenas uma caixa de ressonância desse campo eletromagnético, reflexo da qualidade de energia e dos hormônios de suas conexões internas e subjetivas.

Todos nós temos um campo eletromagnético de energia e memória que molda e é moldado por nossa mentalidade. Em outras palavras, estamos influenciando e sendo influenciados o tempo todo.

Desta forma, a realidade não muda se a pessoa não mudar as crenças que moldam a sua mentalidade. Este processo é mais profundo do que mudar só o pensamento por repetição, ou seja, de fora para dentro. Quando se muda o sistema operacional mudam as crenças e as emoções e são elas as principais responsáveis em perceber as cores do mundo externo.

É por isso que não adianta encher seu espaço com post-it positivos e repetir frases poderosas se você não acredita e sente como se a nova crença fosse realidade.

As emoções têm um papel decisivo nesta criação da realidade. Elas são como estados energéticos que decidem o estado emocional e o grau de abertura do indivíduo quanto ao ambiente externo. Por exemplo, se um indivíduo não acredita que as pessoas possam mudar profundamente, ele contribui para que esta crença se transforme em realidade e ponto. Ele provavelmente nem se esforçará para mudá-la.

 

Muda-se a mentalidade para mudar a realidade. Simples assim. Mas mudar a mentalidade não é tão simples assim.

 

De forma simplista:

 

  • Reveja e transforme profundamente suas crenças. Sei que não é tão simples quanto mudar as lentes, mas é um processo profundo de autoconhecimento e transformação pessoal. Questione crenças anteriores e experimente uma nova forma de ver, sentir e se relacionar com o mundo à sua volta.

Invista em autoconhecimento, psicoterapia, coaching. Não deu certo e não sabe o porquê? Vai mais fundo. (2)

 

  • Reveja o seu sistema familiar que é a fonte das maiores crenças inconscientes da sua vida e se harmonize para que possa eliminar os emaranhamentos do passado e conseguir fazer diferente.

A mente, além de criar a realidade, ela coordena o hardware cerebral e armazena as memórias de todo o sistema. Muitas vezes, o indivíduo se identifica com as memórias das necessidades e das crenças de algum antepassado. Outras, ele está compensando o próprio equilíbrio do sistema com o seu próprio sofrimento ou repetição.

Neste caso, as constelações sistêmicas familiares ou o coaching sistêmico são os mais indicados.

 

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