Por que, às vezes, é tão difícil inovar? - Elos 360
3 de agosto de 2018 monica santos

Por que, às vezes, é tão difícil inovar?

E como a constelação sistêmica pode ajudar.

Dentro da perspectiva sistêmica, uma pessoa jurídica ou um organismo vivo (empresa), assim como uma pessoa física, vive de renovação e inovação. Sem elas a vida corre risco. Mas por que, às vezes, é tão difícil inovar? Por que será que muitas empresas, apesar dos esforços, não conseguem se renovar?

Thomas Witting, um renomado consultor sistêmico alemão diz que: “Sem a renovação constante a organização se desintegra. A renovação está a serviço da Vida e da sobrevivência. Assim como a liderança está a serviço da vida.”

Minha avó, que hoje tem 98 anos, me dizia que tudo precisa estar em movimento e que até água parada apodrece. Duas e diferentes sabedorias aplicadas à vida que convergem para a importância de se estar em fluxo e em movimento constante.

Existem várias respostas cabíveis do porque a renovação é tão difícil, como por exemplo a cultura do medo dentro as organizações e dentro dos indivíduos e suas histórias e crenças, mas na visão sistêmica a causa é percebida como um padrão.

Em algum momento, alguém ou alguma coisa estagnou este fluxo e criou o que nas constelações sistêmicas dizemos: emaranhamentos. Uma espécie de “nós” que impedem o movimento de renovar e evoluir.

Estes, por sua vez, podem ser criados em qualquer época ou dimensão da empresa, assim como a própria inovação. A diferença de onde surge a inovação está no seu efeito e na sua abrangência. Por exemplo, quando a inovação é uma decisão estratégica, tomada por líderes que direcionam e desenvolvem a organização, representam uma orientação forte, muitas vezes difícil de alterar e possui consequências com maior impacto e abrangência.

Por outro lado, quando a inovação surge na área tática ou operacional, por líderes que orientam e desenvolvem pessoas e equipes ou pelas próprias pessoas que fazem acontecer e dão movimento às ações focadas aos objetivos, ela tem seu efeito mais fraco, porque precisa ser validado.

É por isso que digo que é melhor começar de cima para baixo e de dentro para fora. Internalizar a inovação na cultura de uma empresa é incorporar a necessidade de se renovar e evoluir no próprio DNA ou alma.

Sim, a inovação para ser natural precisa fazer parte da identidade da empresa, caso contrário ela vira necessidade de sobrevivência e aparece forçada através de decisões”top down”.

Mas por que mesmo com esforços e com uma cultura de inovação, às vezes, é tão difícil inovar?

Entretanto, mesmo na cultura e com tantos esforços percebe-se dificuldades e bloqueios invisíveis que intrigam as pessoas de dentro e de fora da organização.  De acordo com o constelador organizacional Thomas Wittig o trabalho com as constelações nas empresas atende estas necessidades de esclarecer e desbloquear o fluxo que impede a renovação e a inovação. Às vezes o que bloqueia pode estar na estratégia ou cultura da empresa, ou numa sociedade, ou liderança estratégica, ou num líder tático ou num funcionário(s) que trabalha(m) no operacional.

Respeitando a ordem e o seu poder de impacto, os bloqueios fazem o seu papel, são indicadores da falta de fluxo, mas podem colocar em risco a saúde e a sobrevivência da empresa. Por não serem visíveis, concretos e racionais eles são ignorados, mas crescem como um tumor. E assim como a dinâmica da mentalidade tradicional, o foco fica no sintoma e o remédio vira uma espécie de extirpação ou demissão.

E o que acontece quando não se trata a causa? O sintoma volta, com outra forma, outro nome, mas como os mesmos efeitos bloqueadores do fluxo saudável.

Será que todos estão alinhados com a estratégia da empresa e desejam a inovação? Nem todos. Este processo pode até ser inconsciente, mas quando é revelado, ele traz luz para uma possível intervenção e redirecionamento.

Thomas Wittig diz que sempre quando muito está em jogo, pode se existir conflitos e tensões. Fato, principalmente quando este “muito” é oxigênio financeiro.

 

Como a constelação sistêmica pode ajudar?

Diagnóstico e movimentos sistêmicos

 

O trabalho da constelação sistêmica nas empresas inicia-se no diagnóstico que pode ser um encontro para identificar quais princípios sistêmicos foram desrespeitados. Este, por sua vez, pode ser feito com questionários e com movimentos em grupo ou com objetos secundários como peças de madeira ou outros recursos que ajudam a montar uma cena.

 

Olhar e postura sistêmica

 

Através da perspectiva, postura e movimentos sistêmicos da empresa estas tensões acabam imediatamente sendo possível revelar o que precisa ser visto, incluído e equilibrado. Desta forma, esclarecem os desafios por trás dos esforços frustrados, além dos vínculos entre as pessoas e elas com a organização. Assim, se faz um diagnóstico com imediata intervenção, uma vez que se toma consciência e esta, em ressonância, resgata a harmonia perdida e impeditiva da tão vital dupla: renovação e inovação.

 

Super inovador não é mesmo? A constelação sistêmica foi considerada como a intervenção breve mais eficiente e eficaz na Alemanha (sua cidade de origem) e tem conquistado o mundo todo pelo indicador mais desejado das empresas: o resultado.

 

Leia também:

https://elos360.com.br/2017/05/11/4-maneiras-de-fortalecer-cultura-de-inovacao-na-sua-empresa/

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