Vale a pena investir em desenvolvimento pessoal em empresas? - Elos 360
30 de maio de 2018 monica santos

Vale a pena investir em desenvolvimento pessoal em empresas?

 

Muitos acreditam que é melhor investir em sistemas, tecnologia ou marketing do que no desenvolvimento pessoal. Não que os três primeiros não sejam importantes, na verdade são e muito. O problema é não investir ou investir pouco em pessoas.

Existe uma crença ultrapassada de que investir em pessoas é custo e risco. (o que é comprovado no quase sempre pequeno orçamento da área de gestão de pessoas ou RH). E o que se tem visto (mas não calculados), são os prejuízos deste baixo investimento.

O desenvolvimento pessoal em empresas ainda é visto como custo devido a mentalidade focada exclusivamente no tangível e concreto.

Oras, resultado é resultado do intangível, subjetivo e complexo ser humano. São pessoas que criam e seguem sistemas e tecnologias e é a mesma espécie que comunica o negócio para o mercado, assim como movimenta as vendas.

Quando não se investe em pessoas, direciona se a verba para os custos devido aos desperdícios, retrabalhos, gastos desnecessários,etc

De que adianta o melhor sistema do mundo com a mais avançada tecnologia e milhões em mkt se:

  • as pessoas não estão preparadas, unidas e alinhadas com o mesmo objetivo;
  • os líderes não esclarecem papéis, fluxos e nem orientam direcionamentos estratégicos;
  • a cultura ou o jeito de ser da empresa fomenta relações com base no medo, no poder e na competição interna;
  • as pessoas não se sentem parte e não estão engajadas no sucesso da empresa?

Falar que pessoas são importantes e o principal diferencial das empresas já virou chavão e até cansa repetir o quanto este discurso ficou travado no discurso.

A maior incoerência é que por mais que se prove que o desenvolvimento pessoal nas empresas ou suas habilidades referentes a maturidade emocional promovem um alto ROI (retorno sobre investimento), apenas uma minoria investe com relevância.

Um artigo da Harvard Business Review escrito por Gustavo Tavares, relata uma recente pesquisa realizada pelo Top EmployersInstitute, em parceria com o americano HR CertificationInstitute, onde mostra-se o quanto a adoção de boas práticas de RH melhora o desempenho do negócio.

O estudo feito entre janeiro e março de 2016 considerou uma série histórica dos resultados de 53 empresas e índices de nove bolsas diferentes (BEL20, BOVESPA, DAX, CAC40, FTSEMIB, AEX, WIG20, IBEX35, FTSE 100) entre janeiro de 2011 e janeiro de 2016.Os resultados globais não deixam margem para dúvida:

– Os preços das ações das empresas com boas práticas de RH tiveram desempenho 51% superior (em média) aos índices das bolsas de valores dos respectivos países em que elas atuam, entre 2011 e 2015.

– Os índices compostos de receita das companhias com boas práticas de RH superaram em 14% a média dos respectivos segmentos nos quais elas estão inseridas no período de 2010 a 2014.

Além dos números, foi identificado na pesquisa o valor subjetivo da percepção positiva da marca, uma vez que as empresas mais desejadas atraem talentos e movem um ciclo virtuoso onde todos ganham.

Grande parte das empresas, por outro lado, investe muito pouco. Digam os bravos e diligentes profissionais de RH! Alguns só faltam pedir pelo amor de Deus olhem o que a empresa ganha com este investimento.

Não são apenas estigmas, mas os profissionais de gente sofrem para poder mostrar o óbvio de que se colhe o que se planta.

Mas, se é assim, porque apenas uma minoria investe consideravelmente em RH? Por que é preciso tanto esforço para conseguir investir no desenvolvimento de pessoas na empresa? O que faz com que a maioria equivocada não se perceba?

Existe um diálogo entre presidentes de empresas sobre isto. Enquanto um diz que não investe porque tem medo de investir e seu colaborador sair para a concorrência, o outro diz que seu medo é exatamente o oposto:  é ele não investir nada e o seu colaborador ficar na sua empresa.

Você já calculou o custo da incompetência e da falta de maturidade nas empresas? A falta de indicadores é uma grande fraqueza da área de pessoas. Quando se fala a mesma linguagem dos números e dos fatos, não existem argumentos.

Quanto seria os cálculos dos prejuízos que a falta de preparo, maturidade, união e alinhamento tem provocado na sua empresa?

Uma pesquisa da Gallup entre 2012 e 2014, mostrou os custos da falta de engajamento na empresa e revelou que 87% dos colaboradores do mundo e 79% no Brasil não se sentem comprometidos com a empresa e que a inabilidade de suas lideranças, uma das principais responsáveis pelo desengajamento dos colaboradores, custam aproximadamente 550 bilhões nos Estados Unidos e 120 bilhões no Brasil.

Então, a pergunta está respondida. Resta ver se este saber levará ao movimento que trará mais resultados: o investimento na cultura organizacional e no desenvolvimento pessoal.

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