Afinal, o que é consciência? | Elos 360 - Mônica Silvestre
8 de setembro de 2017 monica santos

Afinal, o que é consciência? E por que é importante saber disso?

Sabe aquela frase máxima de Einstein que diz que “os principais problemas que enfrentamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento que tínhamos quando os criamos.”? Em outras palavras, podemos dizer que a solução só pode ser resolvida em um nível de consciência acima a do problema.

Mas afinal, o que é essa consciência?

Consciência é um estado mental de atenção, percepção e compreensão do que se passa dentro do mundo interior e fora dele e que nos permite vivenciar as situações e escolhas. (Quer ver? Preste atenção, nesse instante, para captar a realidade dentro e fora de você enquanto lê esse artigo. O que está acontecendo agora?)

Essa é a consciência do presente. Saber o que se passa dentro e o que se sente no agora, é uma consciência que permite uma conexão com o mundo interior para se relacionar melhor com o mundo exterior.

E o que acontece quando não estou consciente do presente?

Quando não se está consciente do presente, por exemplo, a pessoa viaja ou no passado ou no futuro ou na imaginação (mundo da fantasia ou do achismo).

O que acontece com essa falta de consciência é que a mente entra no estado automático e é orientada pelos padrões já existentes no seu sistema operacional inconsciente. Este, por sua vez, provoca ações sem a pessoa perceber, ou seja, sem a luz necessária do que esta acontecendo dentro e fora para ver e fazer escolhas sábias e conscientes!

Níveis de consciência

Quando se fala de níveis de consciência é um pouco diferente. A cada nível a pessoa enxerga o que se pode ver e tem consciência de que aquilo é a sua realidade e possibilidade.

Como uma pessoa que está na janela do primeiro andar de um prédio e outra que está no vigésimo quarto andar com uma visão privilegiada para além da cidade. Cada uma tem uma visão diferente, e com isso uma forma de compreender o mundo e se relacionar com ele. Se o sujeito do primeiro andar não abrir seu mundo interno para novas possibilidades além do que conhece, não vai adiantar nada o seu vizinho do vigésimo quarto andar falar para ele da tempestade que está chegando no horizonte.

Essa diferença de oportunidade, interfere na visão, na percepção e na construção do próprio mundo -que pode ser limitado ou expandido, um lugar de sofrimento ou de realização, sem sentido ou com sentido, ser cheio de problemas ou de soluções.

Por exemplo, o problema, muitas vezes é proveniente da percepção que uma pessoa tem sobre ele. Muitas vezes acontece por não enxergar a causa ou as várias possibilidades da solução. Outras vezes, simplesmente porque conceitua o que vê como problema. A mente, por suas vez, diz sim para esse imput e …assim será! Em outras palavras, o problema não é um problema em si, ele é criado por uma limitação de perspectiva. O que é dito problema, é, na verdade, um indicador ou uma máscara que encobre a verdadeira causa – aquilo que precisa ser visto e integrado na consciência.

De volta para a janela do primeiro andar. Quem olha por ela não consegue enxergar muito além, geralmente é mais fácil encontrar obstáculos e limitadores para sua visão. Isso sem falar que é mais fácil chegar nesse lugar.

O primeiro andar de um prédio pode ser um nível de consciência ou uma forma de visão de mundo, ou um paradigma já criado a partir do que outros viram por essa mesma janela. Esse ensinamento é quase um dogma para a mente que funciona por padrões e repetições. O que se acredita, se vê, adapta-se a compreensão e constitui a realidade.

Se uma pessoa nasceu e toda a sua família viveu a vida toda no primeiro andar, sem nenhum acesso a outras perspectivas e conhecimentos, sua compreensão de mundo será limitada a essa experiência. Por isso não se pode julgar!

Agora, imagine que pela primeira vez na vida essa pessoa recebe uma visita de quem vive e mora no vigésimo quarto andar. Por mais que sejam duas pessoas da mesma espécie, são dois sistemas vivos muito diferentes – nem melhor, nem pior. Diferentes.

Aquele que tem uma visão de mundo mais ampliada, enxerga melhor a interdependência de tudo e de todos, tem acesso a mais variedades de experiências e situações, é mais fácil enxergar pontes, rios, assim como diferentes casas, estradas, horizonte, enfim, … infinitas possibilidades. Com isso, o que pode ser um problema para o vizinho do primeiro andar, pode não ser para esse visitante.

Por exemplo, quando um sujeito, ao longo de sua vida e de suas relações e experiências, desenvolve sua empatia e amplia seus elos e interdependências, podemos dizer que ele ampliou o seu mundo (interno e externo).

O que acontece que essa ampliação de consciência é que, ao invés de regras que agradam só o seu ego (falso-eu) e o seu mundo, é criado uma bússola moral interna que contempla todos, fortalecendo com isso, um forte senso de ética ou inteligência moral.

Ao se deparar com uma situação de injustiça, por exemplo, a consciência desse sujeito o provoca, o incomoda e o aciona à fazer algo, como se soasse um alarme com luzes vermelhas piscando. Da mesma forma quando este não faz aquilo que sua consciência dita com o certo a fazer – ela pesa, cobra, grita, cutuca até que ele faça algo a respeito.

Quanto maior a consciência, maior o senso de coletividade e menor o senso de individualismo – um dos maiores males da humanidade.

Então, quando se amplia a consciência, amplia-se a forma de ver o mundo e com isso, a forma de se relacionar com ele e, principalmente, de se contribuir com ele. Crises, conflitos e sofrimentos tornam-se desnecessários, uma vez que são indicadores de desarmonias ou oportunidades de aprendizados.

É por isso que se diz que nada pode ser resolvido de forma isolada. Frijot Capra diz que “todos os problemas e conflitos são gerados dentro de uma rede invisível, inseparável de padrões de relações.”

Esse olhar ampliado e interdependente, assim como a postura e consciência sistêmica são elementos indispensável para a mentalidade ou o paradigma capaz de lidar com as questões atuais e futuras.

Temos muito que ampliar e reconectar.

Temos muito que desaprender, desapegar e evoluir.

Uma grande transformação emergente e profunda está acontecendo e o despertar para esse processo pode vim pelo amor ou pela dor, pela consciência ou pela crise. Já temos muitos indicadores dessa necessidade que se faz urgente e nosso maior poder é a escolha. Que a façamos com consciência!

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